Planejar a construção ou reforma de um imóvel envolve mais do que escolher o terreno ou a planta ideal: é preciso saber como o orçamento é dividido em cada fase para evitar imprevistos e garantir que o investimento tenha o retorno esperado. Separamos uma estimativa clara e transparente dos principais custos envolvidos, com referências de especialistas e dados de mercado.
Materiais x mão de obra: a balança que equilibra o orçamento
Uma regra frequentemente adotada no mercado é que cerca de 60% do valor total da obra vai para materiais, enquanto 40% são destinados à mão de obra. Esse parâmetro é importante para orientar o planejamento financeiro e evitar distorções durante a execução.
Distribuição percentual por etapa da obra
Confira abaixo a estimativa de quanto cada etapa representa no custo total, considerando tanto os materiais quanto os serviços:
- Cobertura (3–5%): montagem do telhado, com estrutura, telhas, calhas e impermeabilizações — verhindert vazamentos e danos por água.
- Estrutura (12–20%): pilares, vigas e lajes em concreto armado ou pré-moldado; influencia diretamente na resistência da construção.
- Instalações hidráulicas (3–12%): tubos, caixas, louças, metais e possíveis sistemas hidráulicos especiais (como aquecimento ou reuso).
- Projeto e burocracia (1–2%): envolve elaboração da planta, desenvolvimento dos projetos estruturais, elétricos e hidráulicos, além do pagamento de taxas e licenças. Embora represente uma parte menor do orçamento, é crucial para evitar problemas futuros.
- Preparações preliminares (até 3%): montar o canteiro, cercar o terreno, instalar energia provisória e sanitários – fase de apoio que não pode ser subestimada.
- Limpeza, retoques e finalização (1–2%): higienização, pequenos ajustes e entrega. Reflete atenção ao detalhe na conclusão da obra.
- Instalações elétricas (até 5%): fiação, disjuntores, quadros, tomadas, interruptores, sistema de aterramento — ponto de segurança e funcionalidade básica.
- Acabamentos (20–36%): revestimentos, pintura, pisos, louças e decoração. É a fase que mais impacta o orçamento, especialmente se os materiais forem de alto padrão.
- Fechamentos (10–19%): alvenarias, esquadrias, portas e janelas; os valores variam conforme os materiais escolhidos.
- Fundações (3–7%): escavações, terraplenagem, concreto e estruturas profundas — essencial para dar estabilidade ao imóvel.
Por que isso faz diferença para quem busca imóveis
- Valorização planejada: Imóveis bem construídos, com acabamento de qualidade, são mais valorizados e facilmente comercializados.
- Redução de risco: Saber onde os custos estão concentrados ajuda a negociar melhor com fornecedores e construtoras.
- Segmentação de público: Entender o custo por estágio permite oferecer imóveis nos perfis cru, pronto para morar ou intermediário com precisão de preço.
- Transparência e confiança: Divulgar esse tipo de informação aumenta a confiança do cliente na sua empresa, mostrando que vocês estão ao lado dele em todas as etapas.
Dicas para quem está começando:
- Contrate projetos completos (arquitetônico, estrutural, elétrico e hidráulico) — e aloque cerca de 5% do orçamento para isso.
- Negocie as preparações iniciais junto à terraplanagem e canteiro, evitando desperdício.
- Defina padrões de acabamento (básico, intermediário ou alto padrão) antes de iniciar: isso evita que a etapa de acabamento “estoure” o orçamento.
- Reserve ao menos 10% do total para imprevistos, pequenos ajustes ou episódios inesperados sempre aparecem.
Conclusão
Ter clareza para onde vai cada real investido em uma obra permite planejar melhor, prever oportunidades de valorização e entregar imóveis de qualidade, com segurança e rentabilidade. Se você quer garantir que investimentos sejam bem aplicados, evite surpresas no decorrer da construção e maximize o retorno com imóveis que agradam ao mercado.